A SERRA DO ROLA MOÇA

Mário de Andrade 1927

A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...
Eles eram do outro lado,
Vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
O noivo com a noiva dele
Cada qual no seu cavalo.

Antes que chegasse a noite
Se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
E puseram-se de novo
Pelos atalhos da serra
Cada qual no seu cavalo.

Os dois estavam felizes,
Na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
Ele na frente ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.

A serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não.

As tribos rubras da tarde
Rapidamente fugiam
E apressadas se escondiam
Lá embaixo nos socavões
Temendo a noite que vinha.

Porém os dois continuavam
Cada qual no seu cavalo,
E riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
Com as risadas dos cascalhos
Que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam
Buscando o despenhadeiro.

Ah, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
Precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte.
Na altura tudo era paz...
Chicoteando o seu cavalo,
No vão do despenhadeiro
O noivo se despenhou.

E a serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.  

COLEÇÃO CÁPSULA

A coleção cápsula Uma História de Amor Rola Moça Inverno 2018 celebra tudo aquilo que nos reconecta com a nossa essência, numa proposta que nos aproxima da natureza e une a origem ao futuro da nossa história.

Os versos do poema de Mário de Andrade inspiram as frases da coleção, transmitindo paixão, otimismo e motivação.

A vegetação diversificada e o relevo peculiar do Parque Estadual da Serra do Rola Moça em Belo Horizonte foram a inspiração para criar estampas autênticas, transformando texturas e superfícies rochosas em elementos gráficos.

Nessa temporada a Rola Moça explorou uma cartela de cores renovada, sofisticada e feminina, que estimula harmonia e vivacidade através de degradês que contrastam a ousadia dos violetas e a intensidade do verde-galático representando a beleza do entardecer e o verde da paisagem.

Uma coleção cápsula em que o amor é o elemento principal, que impulsiona o incomum, o desconhecido e o extraordinário, que valoriza o bem-estar, explora o desejo de desbravar e ultrapassar os próprios limites, encorajando a mover motanhas e rir até sem razão.

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